E deixei correr a brisa.
A frescura da alvorada,
Percorreu-ma as veias
E deixou um sopro de esperança
No meu peito,
Onde vive refugiado o meu
coração.
Coração que pena e sofre,
Coração que bate
Ao sabor da vivência,
Tantas vezes agitada e confusa.
Hoje, no entanto´
Qual musa inspiradora
Que lhe veio dar nova agitação,
Recobra as suas forças
E pede proteção.
Uma nova vida se deslumbra ,
Uma réstia de esperança
Se encaminha passo a passo
Ao encontro da fantasia.
Uma luz se acende,
Uma chama se difunde.
Há uma voz,
Que se ouve e confunde.
Que emerge bem lá do fundo
E sobe lenta e timidamente
E chega quase ofegante,
Pedindo desculpa, só por existir...