Lá longe,
Onde eu vivo,
No recôndito das encruzilhadas.
Onde as águas vivas são paradas
E o voo das aves é desenfreado,
Onde a natureza é fresca e bela,
Tão vasta e diversa
Que até me perco nela,
Onde a vida é simples e singela.
É aí, que eu me encontro.
Onde eu murmuro o meu silêncio,
Onde eu me abstraio
E deslizo num louco desvario,
Por estar,
Só, quieta e silenciosa.
O meu âmago,
Se contrai de regozijo.
Aí, sou livre, perfeita, comum
Ou sem juízo.
Eu escolho o personagem,
O lugar é meu, é restrito,
É o lugar onde eu vivo.
Lá longe,
No recôndito das encruzilhadas...