Amas, odiando.
Amas com necessidade.
Odeias,
Pelo mal que te fizeram.
Sofres no silêncio.
Vives uma angustia letal.
Penas,
Procurando o que não tens.
Rasgas a bruma
Que te cerca os sentidos.
Filtras as lembranças,
Dos tempos idos.
Não sabes,
Lidar com o presente.
Mastigas em vão,
Um passado ausente
E libertas rajadas de ódio,
Suspiradas,
Por um coração magoado,
Despedaçado...
É assim que vives o momento
E tropeças no sentimento,
Que te aflige e te machuca.
Absorves o inimigo
E tornas-te íntimo,
Louco e confuso.
Quando finalmente,
Despertas os sentidos
E descobres em ti,
A tua alma embriagada,
Ressequida e fatigada.
De olhos fechados
E vencido pelo cansaço,
Repousas as ideias
E dás conta ,
Da falsa verdade que volta
E renasce em ti.
E continuas,
Amando, odiando...