Ai,
Vestida de negro
Chegou a minha memória.
De cara destapada.
E sem medo,
Contou-me uma história.
Ai,
História tão triste
E cheia de mistérios.
Trouxe com ela,
O que já não existe.
E sem escrúpulos,
Impôs-me os seus critérios.
Ai,
Criatura malvada
Que gosta de fazer sofrer,
Chega de mansinho pela alvorada,
Deixando-me inquieta,
Aflita e capaz de morrer.
Ai,
Desespero profundo,
Afasta de mim esta memória.
Deixa-me enxergar um novo mundo,
Ser feliz e amar em glória,
Abraçar a vida
E vivê-la ao segundo...
SÃO TEXTOS DE PALAVRAS SOLTAS SEM PRESUNÇÃO MINHA DE SEREM ALGO MAIS. APENAS ALGUNS MOMENTOS DE INSPIRAÇÃO E DE VEZ EM QUANDO ESTADOS DE ALMA.
28/05/13
UM MONDE QUI N'ÉXISTE PAS
Regardes autour de toi
Et dits moi,
Qu'est-ce que tu vois?
Un monde de gens.
Um monde merveilleux,
Mais qui disparait avec le temps.
C'est domage, c'est triste,
Je le sents.
Mais le temps,
Oui, il existe,
Je le sents vraiment.
Je ferme les yeux
Et je plreure,
Car le monde merveilleux
Mourira avec mon coeur.
Et dits moi,
Qu'est-ce que tu vois?
Un monde de gens.
Um monde merveilleux,
Mais qui disparait avec le temps.
C'est domage, c'est triste,
Je le sents.
Mais le temps,
Oui, il existe,
Je le sents vraiment.
Je ferme les yeux
Et je plreure,
Car le monde merveilleux
Mourira avec mon coeur.
FIEL CUMPLICIDADE
O papel é o meu refúgio,
Amigo e confidente.
É tudo aquilo que necessito.
É fiel e transparente,
O mais precioso irmão,
Confessor e companheiro.
A ele,
Tudo posso dizer.
Tudo,
O que a minha alma sente.
Aceita,
Ouve e cala
E nada desmente,
Tudo consente.
Não se aborrece
E não critica.
É de uma paciência infinita!
A pena essa,
Que serve de guia,
A maior cúmplice de todos os tempos,
Lança as palavras que lhe dito
E observa,
Calada e impassível.
Não revela qualquer emoção,
Apenas a que lhe transmito.
Ambos,
Formam o par mais que perfeito.
De todos,
O meu eleito.
A cumplicidade,
É imensa, concisa
E mais que perfeita.
É sublime...
Amigo e confidente.
É tudo aquilo que necessito.
É fiel e transparente,
O mais precioso irmão,
Confessor e companheiro.
A ele,
Tudo posso dizer.
Tudo,
O que a minha alma sente.
Aceita,
Ouve e cala
E nada desmente,
Tudo consente.
Não se aborrece
E não critica.
É de uma paciência infinita!
A pena essa,
Que serve de guia,
A maior cúmplice de todos os tempos,
Lança as palavras que lhe dito
E observa,
Calada e impassível.
Não revela qualquer emoção,
Apenas a que lhe transmito.
Ambos,
Formam o par mais que perfeito.
De todos,
O meu eleito.
A cumplicidade,
É imensa, concisa
E mais que perfeita.
É sublime...
23/05/13
O SOLDADO DA PAZ
Num campo de batalha,
Há um soldado,
Que cansado de tanta guerra,
Lança para a terra
Um punhado de esperança.
Da sua arma, faz,
Uma bandeira de paz
E com a sua farda,
Veste as crianças desprotegidas.
Das suas lágrimas,
Faz a rega do campo e espera.
Espera,
Que a sua sementeira
Dê os frutos de que tanto anseia.
De joelhos
E mãos levantadas aos céus,
Faz a sua oração
E com toda a devoção,
Pede a Deus,
Que cubra com a sua mão,
Todo aquele povo,
Toda a nação...
E chora.
E num lamento profundo
E cheio de fé,
Espera que um dia,
Volte a paz em todo o mundo...
Há um soldado,
Que cansado de tanta guerra,
Lança para a terra
Um punhado de esperança.
Da sua arma, faz,
Uma bandeira de paz
E com a sua farda,
Veste as crianças desprotegidas.
Das suas lágrimas,
Faz a rega do campo e espera.
Espera,
Que a sua sementeira
Dê os frutos de que tanto anseia.
De joelhos
E mãos levantadas aos céus,
Faz a sua oração
E com toda a devoção,
Pede a Deus,
Que cubra com a sua mão,
Todo aquele povo,
Toda a nação...
E chora.
E num lamento profundo
E cheio de fé,
Espera que um dia,
Volte a paz em todo o mundo...
22/05/13
MEMÓRIAS
Procuro no presente,
O que deixei no passado.
Vejo-me a pensar
E fico ausente,
Agarrada às memórias
Que vão ficando,
Cada vez mais para trás.
Recordo com saudade e nostalgia,
Cada instante, cada dia.
Revejo os velhos muros da casa antiga,
O chão calcado por aqueles que amei.
Consigo sentir o cheiro da chuva
E do café feito ao lume
Numa cafeteira velha,
Poisada num tripé,
Lambida pela chama amarela,
Com a sua sombra a dançar na parede.
Ouço as vozes,
De todos os que me rodeavam.
Ainda consigo lembrar das conversas,
Cada frase, cada palavra.
Sinto o cheiro do fumo
Que saía do velho forno, que cozia a broa.
O cheiro da farinha escaldada.
DESPREZO
Desprezo, é maldade!
Desprezo, leva à loucura!
Desprezo. fere sem piedade!
Um ser desprezado,
É um ser que vive em sofrimento.
É um ser torturado, amargurado.
É um constante descontentamento.
Desprezo,é uma música sem notas.
É o desafinar de uma canção,
O desafinar da vida.
Desprezo, é uma vida de voltas e revoltas,
O pior da incompreensão,
De onde não se descobre uma solução.
Desprezo, é uma ferida profunda,
Uma dor aguda que trespassa,
Dilacera fundo,
Que faz sangrar a alma,
Que se perde no mundo...
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