O papel é o meu refúgio,
Amigo e confidente.
É tudo aquilo que necessito.
É fiel e transparente,
O mais precioso irmão,
Confessor e companheiro.
A ele,
Tudo posso dizer.
Tudo,
O que a minha alma sente.
Aceita,
Ouve e cala
E nada desmente,
Tudo consente.
Não se aborrece
E não critica.
É de uma paciência infinita!
A pena essa,
Que serve de guia,
A maior cúmplice de todos os tempos,
Lança as palavras que lhe dito
E observa,
Calada e impassível.
Não revela qualquer emoção,
Apenas a que lhe transmito.
Ambos,
Formam o par mais que perfeito.
De todos,
O meu eleito.
A cumplicidade,
É imensa, concisa
E mais que perfeita.
É sublime...
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