Tenho,
Vontade de gritar,
De embalar os sentidos
Num suspiro inquieto,
Rasgado,
Por um punhal de prata.
Vontade de sentir,
Uma lágrima contida
E deixá-la seguir,
Sem destino,
Nem hora marcada.
Vontade de cruzar
Um olhar felino e astuto,
Na madrugada
Sombria e reveladora
De queixumes e angústias.
Vontade de sentir
Uma paixão arrebatadora,
Uma vontade,
De ferir e calar
O silêncio ensurdecedor
Que acolhe os meus sentimentos
E desnuda a minha alma,
Cheia de vontades...
SÃO TEXTOS DE PALAVRAS SOLTAS SEM PRESUNÇÃO MINHA DE SEREM ALGO MAIS. APENAS ALGUNS MOMENTOS DE INSPIRAÇÃO E DE VEZ EM QUANDO ESTADOS DE ALMA.
18/12/13
TU... AZEITONA, TU... AZEITE...
Verde, Preta?
Qual a preferida?
Ah!...
A cor não importa,
Em nada interfere.
Deixai-a vir a nós
E saborear com doçura,
Apertando nas nossas bocas,
A sua carne tenra
E sentindo,
A sua pele macia.
Degustando-a,
Num momento de prazer
Todo o seu sabor,
Agre e doce
De azeitona madura,
Que em boa Hora vieste
Para viver a grande aventura
Da tua transformação.
Chegas... Pura e casta
E timidamente,
Te vais entregando,
Aos braços do teu dominador,
Que te irá trabalhando,
Moldando e transformando
A seu belo prazer.
E passarás a ganhar vida
Numa outra dimensão,
Transpondo o teu ser
À maravilha desse deleite,
Que emergirá,
Tão puro, tão rico, tão bom,
Tão Azeite...
Qual a preferida?
Ah!...
A cor não importa,
Em nada interfere.
Deixai-a vir a nós
E saborear com doçura,
Apertando nas nossas bocas,
A sua carne tenra
E sentindo,
A sua pele macia.
Degustando-a,
Num momento de prazer
Todo o seu sabor,
Agre e doce
De azeitona madura,
Que em boa Hora vieste
Para viver a grande aventura
Da tua transformação.
Chegas... Pura e casta
E timidamente,
Te vais entregando,
Aos braços do teu dominador,
Que te irá trabalhando,
Moldando e transformando
A seu belo prazer.
E passarás a ganhar vida
Numa outra dimensão,
Transpondo o teu ser
À maravilha desse deleite,
Que emergirá,
Tão puro, tão rico, tão bom,
Tão Azeite...
21/11/13
MOMENTO DE AMOR
Entre tu e eu,
O mar, a lua,
O nosso hálito quente
Do aproximar das nossas bocas
Que se unem num beijo quente e molhado,
Insinuante, demorado...
O amor acontece, num desejo ardente,
Verdadeiro , puro e cheio de magia.
O teu olhar é terno,
As tuas mãos, leves e delicadas.
O teu peito é o meu abrigo,
O meu ninho, o meu aconchego.
Os teus braços, a segurança,
A muralha, a fortaleza.
O céu é o nosso tecto.
O luar, a nossa luz.
A água, o nosso espelho.
A areia macia da praia,
Os nossos lençóis.
Nesse momento,
Não precisamos de mais nada.
Tudo o que queremos, está aqui.
Em nós e entre nós.
Tu, eu, o mar, a lua...
O mar, a lua,
O nosso hálito quente
Do aproximar das nossas bocas
Que se unem num beijo quente e molhado,
Insinuante, demorado...
O amor acontece, num desejo ardente,
Verdadeiro , puro e cheio de magia.
O teu olhar é terno,
As tuas mãos, leves e delicadas.
O teu peito é o meu abrigo,
O meu ninho, o meu aconchego.
Os teus braços, a segurança,
A muralha, a fortaleza.
O céu é o nosso tecto.
O luar, a nossa luz.
A água, o nosso espelho.
A areia macia da praia,
Os nossos lençóis.
Nesse momento,
Não precisamos de mais nada.
Tudo o que queremos, está aqui.
Em nós e entre nós.
Tu, eu, o mar, a lua...
25/09/13
LINHAS SOLTAS
São linhas soltas,
As linhas que tenciono escrever.
São palavras revoltas,
Pouco definidas,
Despejadas do meu ser.
São lágrimas,
Mal disfarçadas,
Deslizando pelo rosto.
São sentidas,reprimidas, recalcadas,
Face,
Às circunstâncias que me cercam.
São um nó retorcido de acasos.
É um grito sentido,
Deferido,
Por uma alma sangrenta.
É o silêncio que se instala
E observa atentamente,
Essas linhas soltas,
Cheias de palavras revoltas
Despejadas do meu ser
Que acabei de escrever...
As linhas que tenciono escrever.
São palavras revoltas,
Pouco definidas,
Despejadas do meu ser.
São lágrimas,
Mal disfarçadas,
Deslizando pelo rosto.
São sentidas,reprimidas, recalcadas,
Face,
Às circunstâncias que me cercam.
São um nó retorcido de acasos.
É um grito sentido,
Deferido,
Por uma alma sangrenta.
É o silêncio que se instala
E observa atentamente,
Essas linhas soltas,
Cheias de palavras revoltas
Despejadas do meu ser
Que acabei de escrever...
AMOR SEM SENTIDO
Quis te prender
E te afastei.
Quis de ti
Mais do que podias oferecer.
Fiz do meu silêncio
O teu maior trunfo
E perdi-me
Nos enredos do teu olhar.
Meus sentidos,
Galoparam através de campos,
Praias e vales de todo o mundo.
Estendi minha capa no chão,
Só para passares.
Beijei teus pés
E admirei tua pessoa.
Sofri,
Quieta e silenciosa,
Roendo o meu orgulho à toa,
Só para te bajular.
Acreditei,
Numa felicidade que nunca veio.
Acreditei,
Num amor que nunca aconteceu.
Fugiu de mim a bela idade,
Numa espera prolongada,
Desolada e nua.
Vi os anos passar
E hoje estou só,
Triste, definhada e condenada,
Por ainda te amar...
E te afastei.
Quis de ti
Mais do que podias oferecer.
Fiz do meu silêncio
O teu maior trunfo
E perdi-me
Nos enredos do teu olhar.
Meus sentidos,
Galoparam através de campos,
Praias e vales de todo o mundo.
Estendi minha capa no chão,
Só para passares.
Beijei teus pés
E admirei tua pessoa.
Sofri,
Quieta e silenciosa,
Roendo o meu orgulho à toa,
Só para te bajular.
Acreditei,
Numa felicidade que nunca veio.
Acreditei,
Num amor que nunca aconteceu.
Fugiu de mim a bela idade,
Numa espera prolongada,
Desolada e nua.
Vi os anos passar
E hoje estou só,
Triste, definhada e condenada,
Por ainda te amar...
12/09/13
SENTIDOS INQUIETOS
Descalça na madrugada,
Percorri as margens do rio.
A lua,
Espelhada na água,
Refetia a sua beleza.
Ali parada,
Numa admiração eletrizante,
Saboreando o vento frio
Que vinha beijar o meu corpo,
Vagueava o meu olhar
Através do brilho do luar.
O mundo ao meu redor
Estava adormecido.
Os meus sentidos, inquietos,
À espera de um novo dia
Ainda por revelar.
No céu,
Juntei as estrelas
E escrevi o teu nome.
Desenhei o teu rosto
E jurei para sempre te amar.
E na certeza,
Do que sinto por ti,
Ficaria aqui por toda a eternidade
À tua espera...
Percorri as margens do rio.
A lua,
Espelhada na água,
Refetia a sua beleza.
Ali parada,
Numa admiração eletrizante,
Saboreando o vento frio
Que vinha beijar o meu corpo,
Vagueava o meu olhar
Através do brilho do luar.
O mundo ao meu redor
Estava adormecido.
Os meus sentidos, inquietos,
À espera de um novo dia
Ainda por revelar.
No céu,
Juntei as estrelas
E escrevi o teu nome.
Desenhei o teu rosto
E jurei para sempre te amar.
E na certeza,
Do que sinto por ti,
Ficaria aqui por toda a eternidade
À tua espera...
08/07/13
SONHAR
Segue, sonha!
Abraça a vida.
Faz do sonho, a realidade.
Sê otimista
E encara de frente,
Cada agrura da vida
E transforma-a!
Transporta-a para outra dimensão.
Procura no sonho,
A brecha da realidade
E transforma-a numa fantasia,
Numa grande verdade.
Transpõe o imaginário
E dá cor ao esboço,
Que criaste em mente
E segue...
Segue em frente!
Desprende-te
De quem te segura,
Que te tem nas amarras
Das correntes penosas e pesadas.
Ergue a espada da liberdade
E rasga o vento.
Atravessa a tempestade!
Transpõe os oceanos e os mares.
Sobe as montanhas até aos cumes
E grita!
Grita bem alto!
Proclama a tua vontade,
Que fará eco
Por entre os vales
E desfilará rio abaixo
E se arrastará aos confins do mundo...
Sonhar é bom, não custa...
Sonhar é um sonho.
Faz parte de cada um de nós...
Abraça a vida.
Faz do sonho, a realidade.
Sê otimista
E encara de frente,
Cada agrura da vida
E transforma-a!
Transporta-a para outra dimensão.
Procura no sonho,
A brecha da realidade
E transforma-a numa fantasia,
Numa grande verdade.
Transpõe o imaginário
E dá cor ao esboço,
Que criaste em mente
E segue...
Segue em frente!
Desprende-te
De quem te segura,
Que te tem nas amarras
Das correntes penosas e pesadas.
Ergue a espada da liberdade
E rasga o vento.
Atravessa a tempestade!
Transpõe os oceanos e os mares.
Sobe as montanhas até aos cumes
E grita!
Grita bem alto!
Proclama a tua vontade,
Que fará eco
Por entre os vales
E desfilará rio abaixo
E se arrastará aos confins do mundo...
Sonhar é bom, não custa...
Sonhar é um sonho.
Faz parte de cada um de nós...
O ANJO
Hoje, estou feliz,
Porque passei a noite contigo.
Chegaste de mansinho
E tocaste-me suavemente.
Olhei para ti...
E gostei do que vi.
Passei os meus dedos
Pelas longas cascatas dos teus caracóis
E desceram pela tua face,
Angelical e serena
E olhei para ti
E gostei do que vi.
Deslizei minha mão
Pela brancura da tua veste
E senti o calor que vinha de ti
E gostei do que senti.
Passei os meus dedos
Pelas penas das tuas asas,
Brancas e macias,
Quentes como brasas,
Porém sem queimar
E com elas me enlaçaste
E reconfortaste.
Olhei para ti
E gostei do que vi.
Uma emoção forte,
Tomou conta de mim
E gostei do que senti.
Fechei os meus olhos
E saboreei esse momento
E desejei que se prolongasse eternamente.
Mas tu... afastaste-te suavemente
E quando os meus olhos abri,
Não estavas mais aqui...
Mas pensei em ti,
Recordei.te
E gostei do que vi
E do que senti,
Meu Anjo...
Porque passei a noite contigo.
Chegaste de mansinho
E tocaste-me suavemente.
Olhei para ti...
E gostei do que vi.
Passei os meus dedos
Pelas longas cascatas dos teus caracóis
E desceram pela tua face,
Angelical e serena
E olhei para ti
E gostei do que vi.
Deslizei minha mão
Pela brancura da tua veste
E senti o calor que vinha de ti
E gostei do que senti.
Passei os meus dedos
Pelas penas das tuas asas,
Brancas e macias,
Quentes como brasas,
Porém sem queimar
E com elas me enlaçaste
E reconfortaste.
Olhei para ti
E gostei do que vi.
Uma emoção forte,
Tomou conta de mim
E gostei do que senti.
Fechei os meus olhos
E saboreei esse momento
E desejei que se prolongasse eternamente.
Mas tu... afastaste-te suavemente
E quando os meus olhos abri,
Não estavas mais aqui...
Mas pensei em ti,
Recordei.te
E gostei do que vi
E do que senti,
Meu Anjo...
02/07/13
PENSAR SEM PENSAR
Há dias,
Em que paro para pensar
E por muito que tente,
Não consigo pensar.
A cabeça está oca,
Não raciocina,
Não lembra nada.
O vazio instalou-se ,
Acomodou-se
E parece não querer partir.
Não há lógica nem coerência,
Apenas um vazio,
Como um buraco negro,
Profundo...
Não vislumbra nada,
Nada descortina.
Cada vez se embrenha mais
Nas curvas do vazio.
Mais parece um bosque,
De árvores velhas e secas,
Orvalhadas pela noite
Fria e escura,
Raiada pelas teias
Finas e pegajosas
Das aranhas feias e manhosas,
Pelas armadilhas dos pântanos,
Negros e sinuosos...
O real foge do meu controlo,
Num qualquer ponto,
Juntando-se ao meu imaginário
E ambos se fundem num só.
Do que se passa à minha volta,
Não me apercebo.
O meu olhar está fixo
Nesse qualquer ponto,
Que se junta
Ao meu vazio interior,
Rodopiando entre as paredes
Desse buraco tão fundo,
Que se afunda cada vez mais,
Caindo num abraço profundo,
Desse fundo,
Que é o vazio do meu pensar...
Em que paro para pensar
E por muito que tente,
Não consigo pensar.
A cabeça está oca,
Não raciocina,
Não lembra nada.
O vazio instalou-se ,
Acomodou-se
E parece não querer partir.
Não há lógica nem coerência,
Apenas um vazio,
Como um buraco negro,
Profundo...
Não vislumbra nada,
Nada descortina.
Cada vez se embrenha mais
Nas curvas do vazio.
Mais parece um bosque,
De árvores velhas e secas,
Orvalhadas pela noite
Fria e escura,
Raiada pelas teias
Finas e pegajosas
Das aranhas feias e manhosas,
Pelas armadilhas dos pântanos,
Negros e sinuosos...
O real foge do meu controlo,
Num qualquer ponto,
Juntando-se ao meu imaginário
E ambos se fundem num só.
Do que se passa à minha volta,
Não me apercebo.
O meu olhar está fixo
Nesse qualquer ponto,
Que se junta
Ao meu vazio interior,
Rodopiando entre as paredes
Desse buraco tão fundo,
Que se afunda cada vez mais,
Caindo num abraço profundo,
Desse fundo,
Que é o vazio do meu pensar...
19/06/13
CONTROVERSIA
Amas, odiando.
Amas com necessidade.
Odeias,
Pelo mal que te fizeram.
Sofres no silêncio.
Vives uma angustia letal.
Penas,
Procurando o que não tens.
Rasgas a bruma
Que te cerca os sentidos.
Filtras as lembranças,
Dos tempos idos.
Não sabes,
Lidar com o presente.
Mastigas em vão,
Um passado ausente
E libertas rajadas de ódio,
Suspiradas,
Por um coração magoado,
Despedaçado...
É assim que vives o momento
E tropeças no sentimento,
Que te aflige e te machuca.
Absorves o inimigo
E tornas-te íntimo,
Louco e confuso.
Quando finalmente,
Despertas os sentidos
E descobres em ti,
A tua alma embriagada,
Ressequida e fatigada.
De olhos fechados
E vencido pelo cansaço,
Repousas as ideias
E dás conta ,
Da falsa verdade que volta
E renasce em ti.
E continuas,
Amando, odiando...
Amas com necessidade.
Odeias,
Pelo mal que te fizeram.
Sofres no silêncio.
Vives uma angustia letal.
Penas,
Procurando o que não tens.
Rasgas a bruma
Que te cerca os sentidos.
Filtras as lembranças,
Dos tempos idos.
Não sabes,
Lidar com o presente.
Mastigas em vão,
Um passado ausente
E libertas rajadas de ódio,
Suspiradas,
Por um coração magoado,
Despedaçado...
É assim que vives o momento
E tropeças no sentimento,
Que te aflige e te machuca.
Absorves o inimigo
E tornas-te íntimo,
Louco e confuso.
Quando finalmente,
Despertas os sentidos
E descobres em ti,
A tua alma embriagada,
Ressequida e fatigada.
De olhos fechados
E vencido pelo cansaço,
Repousas as ideias
E dás conta ,
Da falsa verdade que volta
E renasce em ti.
E continuas,
Amando, odiando...
28/05/13
MEMÓRIA NEGRA
Ai,
Vestida de negro
Chegou a minha memória.
De cara destapada.
E sem medo,
Contou-me uma história.
Ai,
História tão triste
E cheia de mistérios.
Trouxe com ela,
O que já não existe.
E sem escrúpulos,
Impôs-me os seus critérios.
Ai,
Criatura malvada
Que gosta de fazer sofrer,
Chega de mansinho pela alvorada,
Deixando-me inquieta,
Aflita e capaz de morrer.
Ai,
Desespero profundo,
Afasta de mim esta memória.
Deixa-me enxergar um novo mundo,
Ser feliz e amar em glória,
Abraçar a vida
E vivê-la ao segundo...
Vestida de negro
Chegou a minha memória.
De cara destapada.
E sem medo,
Contou-me uma história.
Ai,
História tão triste
E cheia de mistérios.
Trouxe com ela,
O que já não existe.
E sem escrúpulos,
Impôs-me os seus critérios.
Ai,
Criatura malvada
Que gosta de fazer sofrer,
Chega de mansinho pela alvorada,
Deixando-me inquieta,
Aflita e capaz de morrer.
Ai,
Desespero profundo,
Afasta de mim esta memória.
Deixa-me enxergar um novo mundo,
Ser feliz e amar em glória,
Abraçar a vida
E vivê-la ao segundo...
UM MONDE QUI N'ÉXISTE PAS
Regardes autour de toi
Et dits moi,
Qu'est-ce que tu vois?
Un monde de gens.
Um monde merveilleux,
Mais qui disparait avec le temps.
C'est domage, c'est triste,
Je le sents.
Mais le temps,
Oui, il existe,
Je le sents vraiment.
Je ferme les yeux
Et je plreure,
Car le monde merveilleux
Mourira avec mon coeur.
Et dits moi,
Qu'est-ce que tu vois?
Un monde de gens.
Um monde merveilleux,
Mais qui disparait avec le temps.
C'est domage, c'est triste,
Je le sents.
Mais le temps,
Oui, il existe,
Je le sents vraiment.
Je ferme les yeux
Et je plreure,
Car le monde merveilleux
Mourira avec mon coeur.
FIEL CUMPLICIDADE
O papel é o meu refúgio,
Amigo e confidente.
É tudo aquilo que necessito.
É fiel e transparente,
O mais precioso irmão,
Confessor e companheiro.
A ele,
Tudo posso dizer.
Tudo,
O que a minha alma sente.
Aceita,
Ouve e cala
E nada desmente,
Tudo consente.
Não se aborrece
E não critica.
É de uma paciência infinita!
A pena essa,
Que serve de guia,
A maior cúmplice de todos os tempos,
Lança as palavras que lhe dito
E observa,
Calada e impassível.
Não revela qualquer emoção,
Apenas a que lhe transmito.
Ambos,
Formam o par mais que perfeito.
De todos,
O meu eleito.
A cumplicidade,
É imensa, concisa
E mais que perfeita.
É sublime...
Amigo e confidente.
É tudo aquilo que necessito.
É fiel e transparente,
O mais precioso irmão,
Confessor e companheiro.
A ele,
Tudo posso dizer.
Tudo,
O que a minha alma sente.
Aceita,
Ouve e cala
E nada desmente,
Tudo consente.
Não se aborrece
E não critica.
É de uma paciência infinita!
A pena essa,
Que serve de guia,
A maior cúmplice de todos os tempos,
Lança as palavras que lhe dito
E observa,
Calada e impassível.
Não revela qualquer emoção,
Apenas a que lhe transmito.
Ambos,
Formam o par mais que perfeito.
De todos,
O meu eleito.
A cumplicidade,
É imensa, concisa
E mais que perfeita.
É sublime...
23/05/13
O SOLDADO DA PAZ
Num campo de batalha,
Há um soldado,
Que cansado de tanta guerra,
Lança para a terra
Um punhado de esperança.
Da sua arma, faz,
Uma bandeira de paz
E com a sua farda,
Veste as crianças desprotegidas.
Das suas lágrimas,
Faz a rega do campo e espera.
Espera,
Que a sua sementeira
Dê os frutos de que tanto anseia.
De joelhos
E mãos levantadas aos céus,
Faz a sua oração
E com toda a devoção,
Pede a Deus,
Que cubra com a sua mão,
Todo aquele povo,
Toda a nação...
E chora.
E num lamento profundo
E cheio de fé,
Espera que um dia,
Volte a paz em todo o mundo...
Há um soldado,
Que cansado de tanta guerra,
Lança para a terra
Um punhado de esperança.
Da sua arma, faz,
Uma bandeira de paz
E com a sua farda,
Veste as crianças desprotegidas.
Das suas lágrimas,
Faz a rega do campo e espera.
Espera,
Que a sua sementeira
Dê os frutos de que tanto anseia.
De joelhos
E mãos levantadas aos céus,
Faz a sua oração
E com toda a devoção,
Pede a Deus,
Que cubra com a sua mão,
Todo aquele povo,
Toda a nação...
E chora.
E num lamento profundo
E cheio de fé,
Espera que um dia,
Volte a paz em todo o mundo...
22/05/13
MEMÓRIAS
Procuro no presente,
O que deixei no passado.
Vejo-me a pensar
E fico ausente,
Agarrada às memórias
Que vão ficando,
Cada vez mais para trás.
Recordo com saudade e nostalgia,
Cada instante, cada dia.
Revejo os velhos muros da casa antiga,
O chão calcado por aqueles que amei.
Consigo sentir o cheiro da chuva
E do café feito ao lume
Numa cafeteira velha,
Poisada num tripé,
Lambida pela chama amarela,
Com a sua sombra a dançar na parede.
Ouço as vozes,
De todos os que me rodeavam.
Ainda consigo lembrar das conversas,
Cada frase, cada palavra.
Sinto o cheiro do fumo
Que saía do velho forno, que cozia a broa.
O cheiro da farinha escaldada.
DESPREZO
Desprezo, é maldade!
Desprezo, leva à loucura!
Desprezo. fere sem piedade!
Um ser desprezado,
É um ser que vive em sofrimento.
É um ser torturado, amargurado.
É um constante descontentamento.
Desprezo,é uma música sem notas.
É o desafinar de uma canção,
O desafinar da vida.
Desprezo, é uma vida de voltas e revoltas,
O pior da incompreensão,
De onde não se descobre uma solução.
Desprezo, é uma ferida profunda,
Uma dor aguda que trespassa,
Dilacera fundo,
Que faz sangrar a alma,
Que se perde no mundo...
26/04/13
PENAR
Abri a janela da minha alma
E deixei correr a brisa.
A frescura da alvorada,
Percorreu-ma as veias
E deixou um sopro de esperança
No meu peito,
Onde vive refugiado o meu
coração.
Coração que pena e sofre,
Coração que bate
Ao sabor da vivência,
Tantas vezes agitada e confusa.
Hoje, no entanto´
Qual musa inspiradora
Que lhe veio dar nova agitação,
Recobra as suas forças
E pede proteção.
Uma nova vida se deslumbra ,
Uma réstia de esperança
Se encaminha passo a passo
Ao encontro da fantasia.
Uma luz se acende,
Uma chama se difunde.
Há uma voz,
Que se ouve e confunde.
Que emerge bem lá do fundo
E sobe lenta e timidamente
E chega quase ofegante,
Pedindo desculpa, só por existir...22/04/13
TEMPO
O tempo passa,
Voa, esgota-se...
Passa ao lado simplesmente.
Segue, rumo ao horizonte do universo,
Corre e insinua-se,
Mas não se curva.
Olho para o espelho
De olhos bem abertos
E apercebo-me
Que também por mim,
O tempo passou
E não se curvou.
O ontem já está tão longe,
Tão distante...
E o amanhã,
Tão perto e tão incerto.
E penso...
O amanhã chegará?
O ontem já era,já passou.
O tempo não recuou.
O passado é uma visão,
Uma ilusão,
Um algo que se foi,
Que se afastou ténue e lentamente.
Deixou as suas marcas
Profundas e vincadas,
A sua mensagem.
E continua,
Rumo à eternidade.
Simplesmente passa e ultrapassa,
Deixando-me ficar só,
Sem piedade, sem dó!
Só será meu companheiro
Até ao momento,
Em que ele me entregará
Àquela que virá buscar-me,
Roubar-me desta vida
E com ela partirei.
E o tempo?
O tempo, continuará!...
Voa, esgota-se...
Passa ao lado simplesmente.
Segue, rumo ao horizonte do universo,
Corre e insinua-se,
Mas não se curva.
Olho para o espelho
De olhos bem abertos
E apercebo-me
Que também por mim,
O tempo passou
E não se curvou.
O ontem já está tão longe,
Tão distante...
E o amanhã,
Tão perto e tão incerto.
E penso...
O amanhã chegará?
O ontem já era,já passou.
O tempo não recuou.
O passado é uma visão,
Uma ilusão,
Um algo que se foi,
Que se afastou ténue e lentamente.
Deixou as suas marcas
Profundas e vincadas,
A sua mensagem.
E continua,
Rumo à eternidade.
Simplesmente passa e ultrapassa,
Deixando-me ficar só,
Sem piedade, sem dó!
Só será meu companheiro
Até ao momento,
Em que ele me entregará
Àquela que virá buscar-me,
Roubar-me desta vida
E com ela partirei.
E o tempo?
O tempo, continuará!...
A MURALHA DOS TEMPOS
Sim,eu sei,
Que o tempo passou,
E tudo mudou.
Que as rosas floriram
E as sécias renasceram.
Os lírios,
Deram o melhor de si.
Os desígnios dos tempos
Marcaram seu poder
E entrelaçaram os seus galhos
Em fortes abraços ao nosso redor.
Esbracejamos, esperneamos,
Tentamos libertar-nos desses abraços,
Que nos apertam e sufocam,
Que nos oprimem com a sua força brutal,
Qual,
Muralha que nos separa
Dos nossos ecos
Que se elevam das profundezas
Do horizonte,
Qual monte,
Alto e belo,
Todo revestido de glória,
Sumptuoso e só,
Feito reino do universo,
Submerso,
Por um céu magnífico
E intenso,
Imenso,
Na sua grandeza e cor,
Qual flor,
Que brota
E não se esgota,
Que nasce, morre
E renasce vezes sem conta...
Que o tempo passou,
E tudo mudou.
Que as rosas floriram
E as sécias renasceram.
Os lírios,
Deram o melhor de si.
Os desígnios dos tempos
Marcaram seu poder
E entrelaçaram os seus galhos
Em fortes abraços ao nosso redor.
Esbracejamos, esperneamos,
Tentamos libertar-nos desses abraços,
Que nos apertam e sufocam,
Que nos oprimem com a sua força brutal,
Qual,
Muralha que nos separa
Dos nossos ecos
Que se elevam das profundezas
Do horizonte,
Qual monte,
Alto e belo,
Todo revestido de glória,
Sumptuoso e só,
Feito reino do universo,
Submerso,
Por um céu magnífico
E intenso,
Imenso,
Na sua grandeza e cor,
Qual flor,
Que brota
E não se esgota,
Que nasce, morre
E renasce vezes sem conta...
15/04/13
09/04/13
O SER DE UM SER
Sou o teu mar,
O teu sal.
Sou o sol
Que aquece a tua pele
Sou o teu dia,
Noite e madrugada.
Sou o luar,
Teu guia.
Sou o teu par.
Sou o teu cheiro,
O teu ar.
Tua conquista,
Teu penar.
Sou teu bem,
Teu mal.
Tua inconstância,
Teu instinto fatal.
Sou o rasgar da tua alma,
O ribombar do teu peito.
Sou teu manto,
O teu sal.
Sou o sol
Que aquece a tua pele
Sou o teu dia,
Noite e madrugada.
Sou o luar,
Teu guia.
Sou o teu par.
Sou o teu cheiro,
O teu ar.
Tua conquista,
Teu penar.
Sou teu bem,
Teu mal.
Tua inconstância,
Teu instinto fatal.
Sou o rasgar da tua alma,
O ribombar do teu peito.
Sou teu manto,
31/03/13
A VOZ DO SILÊNCIO
NO SILÊNCIO
CALADO DA NOITE,
HÁ UMA RÉSTIA DE LUAR
QUE ILUMINA O TEU ROSTO
QUE CONSIGO VER
ESPELHADO NA ÁGUA DO LAGO.
A ARAGEM É UM SUSSURRO
NO MEU OUVIDO,
UM AVISO,
UM BEIJO NA ALMA.
SINTO A TUA PRESENÇA.
AS TUAS MÃOS NO MEU CABELO.
O SILÊNCIO,
CONTINUA MUDO E PROFUNDO
E NO ENTANTO,
CONSIGO OUVIR A TUA VOZ
SOPRADA NO MEU OUVIDO.
PENSAVA QUE TE TINHA PERDIDO,
MAS NÃO ...
ESTIVESTE SEMPRE AQUI,
DO MEU LADO
E EM MIM ...
30/03/13
À PROCURA DE MIM
UM DIA ACORDEI
E NÃO ME ENCONTREI.
GRITEI BEM ALTO
E NÃO ME OUVI.
MEU GRITO FEZ ECO
ENTRE AS PAREDES DO MEU SER,
MAS NADA ENTENDI.
ENTREI EM PÂNICO,
ATÉ QUE ME APERCEBI
QUE ME TINHA PERDIDO.
FINGI QUE IRIA PASSAR,
QUE ME IRIA ENCONTRAR,
MAS SÓ ME ESTAVA A ENGANAR.
CONTINUEI A GRITAR,
MAS NÃO ME OUVI.
TENTEI PONDERAR COM CALMA
E DE NOVO, NÃO ME OUVI.
RESOLVI CONSULTAR MINHA ALMA,
MAS NÃO A ENCONTREI.
TERIA PARTIDO?
TERIA FUGIDO?
OU ESTARIA EM MIM,
E NÃO ME OUVIA?
POIS EU SEM ESTAR EM MIM,
CONTINUEI A CHAMAR
E ACABEI,
POR NÃO ME ENCONTRAR.
E NÃO ME ENCONTREI.
GRITEI BEM ALTO
E NÃO ME OUVI.
MEU GRITO FEZ ECO
ENTRE AS PAREDES DO MEU SER,
MAS NADA ENTENDI.
ENTREI EM PÂNICO,
ATÉ QUE ME APERCEBI
QUE ME TINHA PERDIDO.
FINGI QUE IRIA PASSAR,
QUE ME IRIA ENCONTRAR,
MAS SÓ ME ESTAVA A ENGANAR.
CONTINUEI A GRITAR,
MAS NÃO ME OUVI.
TENTEI PONDERAR COM CALMA
E DE NOVO, NÃO ME OUVI.
RESOLVI CONSULTAR MINHA ALMA,
MAS NÃO A ENCONTREI.
TERIA PARTIDO?
TERIA FUGIDO?
OU ESTARIA EM MIM,
E NÃO ME OUVIA?
POIS EU SEM ESTAR EM MIM,
CONTINUEI A CHAMAR
E ACABEI,
POR NÃO ME ENCONTRAR.
25/03/13
A GUITARRA QUE TOCA
AO LONGE...
UMA GUITARRA TOCA,
O SILÊNCIO É PROFUNDO,
SALVO,
O SOM DE UMA BICA DE ÁGUA
QUE CORRE NUMA FONTE,
BEM LÁ NO CIMO DO MONTE,
AS NOTAS DA MÚSICA
ENVOLVEM-SE COM O BORBULHAR
DA ÁGUA QUE ESCORRE
LANGUIDAMENTE PELA PEDRA
AQUECIDA PELO SOL,
AQUELA GUITARRA QUE TOCA
ESTREMECEU MEU CORAÇÃO,
FECHO OS OLHOS, E IMAGINO NA PERFEIÇÃO
A MAIS PERFEITA UNIÃO,
DAQUELA MÚSICA DA GUITARRA
COM A MELODIA QUE CORRE DAQUELA ÁGUA.
AMBAS SE JUNTAM,
SE ABRAÇAM E SE EMBALAM
LENTA E CALMAMENTE
E PROSSEGUEM EM CONJUNTO,
UMA GUITARRA TOCA,
O SILÊNCIO É PROFUNDO,
SALVO,
O SOM DE UMA BICA DE ÁGUA
QUE CORRE NUMA FONTE,
BEM LÁ NO CIMO DO MONTE,
AS NOTAS DA MÚSICA
ENVOLVEM-SE COM O BORBULHAR
DA ÁGUA QUE ESCORRE
LANGUIDAMENTE PELA PEDRA
AQUECIDA PELO SOL,
AQUELA GUITARRA QUE TOCA
ESTREMECEU MEU CORAÇÃO,
FECHO OS OLHOS, E IMAGINO NA PERFEIÇÃO
A MAIS PERFEITA UNIÃO,
DAQUELA MÚSICA DA GUITARRA
COM A MELODIA QUE CORRE DAQUELA ÁGUA.
AMBAS SE JUNTAM,
SE ABRAÇAM E SE EMBALAM
LENTA E CALMAMENTE
E PROSSEGUEM EM CONJUNTO,
22/03/13
CONFUSÃO
NOS MEUS SONHOS...
A FELICIDADE ERA REAL
E NA REALIDADE,
A FELICIDADE ERA UMA FANTASIA.
A SONHAR,
ENVIEI-TE CARTAS DE AMOR,
QUE NA REALIDADE
NUNCA ABRISTE.
NÃO QUISESTE SABER O CONTEÚDO.
ESMAGASTE OS MEUS SENTIMENTOS
QUANDO ATIRASTE AS CARTAS PARA O LIXO.
FERISTE OS MEUS SENTIMENTOS,
APENAS COM UM GESTO.
DILACERASTE O MEU CORAÇÃO
COM A TUA INDIFERENÇA
E AO AGIRES DESSA FORMA,
DECRETASTE A MINHA SENTENÇA.
A FELICIDADE ERA REAL
E NA REALIDADE,
A FELICIDADE ERA UMA FANTASIA.
A SONHAR,
ENVIEI-TE CARTAS DE AMOR,
QUE NA REALIDADE
NUNCA ABRISTE.
NÃO QUISESTE SABER O CONTEÚDO.
ESMAGASTE OS MEUS SENTIMENTOS
QUANDO ATIRASTE AS CARTAS PARA O LIXO.
FERISTE OS MEUS SENTIMENTOS,
APENAS COM UM GESTO.
DILACERASTE O MEU CORAÇÃO
COM A TUA INDIFERENÇA
E AO AGIRES DESSA FORMA,
DECRETASTE A MINHA SENTENÇA.
Subscrever:
Mensagens (Atom)