Verde, Preta?
Qual a preferida?
Ah!...
A cor não importa,
Em nada interfere.
Deixai-a vir a nós
E saborear com doçura,
Apertando nas nossas bocas,
A sua carne tenra
E sentindo,
A sua pele macia.
Degustando-a,
Num momento de prazer
Todo o seu sabor,
Agre e doce
De azeitona madura,
Que em boa Hora vieste
Para viver a grande aventura
Da tua transformação.
Chegas... Pura e casta
E timidamente,
Te vais entregando,
Aos braços do teu dominador,
Que te irá trabalhando,
Moldando e transformando
A seu belo prazer.
E passarás a ganhar vida
Numa outra dimensão,
Transpondo o teu ser
À maravilha desse deleite,
Que emergirá,
Tão puro, tão rico, tão bom,
Tão Azeite...
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