Tenho,
Vontade de gritar,
De embalar os sentidos
Num suspiro inquieto,
Rasgado,
Por um punhal de prata.
Vontade de sentir,
Uma lágrima contida
E deixá-la seguir,
Sem destino,
Nem hora marcada.
Vontade de cruzar
Um olhar felino e astuto,
Na madrugada
Sombria e reveladora
De queixumes e angústias.
Vontade de sentir
Uma paixão arrebatadora,
Uma vontade,
De ferir e calar
O silêncio ensurdecedor
Que acolhe os meus sentimentos
E desnuda a minha alma,
Cheia de vontades...
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