SÃO TEXTOS DE PALAVRAS SOLTAS SEM PRESUNÇÃO MINHA DE SEREM ALGO MAIS. APENAS ALGUNS MOMENTOS DE INSPIRAÇÃO E DE VEZ EM QUANDO ESTADOS DE ALMA.
22/05/13
MEMÓRIAS
Procuro no presente,
O que deixei no passado.
Vejo-me a pensar
E fico ausente,
Agarrada às memórias
Que vão ficando,
Cada vez mais para trás.
Recordo com saudade e nostalgia,
Cada instante, cada dia.
Revejo os velhos muros da casa antiga,
O chão calcado por aqueles que amei.
Consigo sentir o cheiro da chuva
E do café feito ao lume
Numa cafeteira velha,
Poisada num tripé,
Lambida pela chama amarela,
Com a sua sombra a dançar na parede.
Ouço as vozes,
De todos os que me rodeavam.
Ainda consigo lembrar das conversas,
Cada frase, cada palavra.
Sinto o cheiro do fumo
Que saía do velho forno, que cozia a broa.
O cheiro da farinha escaldada.
Sinto o perfume das flores que estavam,
Logo atrás do velho portão de madeira.
Por muito que tente,
Que ordene a mim mesma,
Não pensar, não recordar,
Não consigo.
Não consigo libertar-me dos meus fantasmas.
Não consigo aquietar o meu pensamento.
Sinto, que há algo que não ficou resolvido,
Que deveria ter feito e não fiz.
Que deveria ter dito e não disse.
E mergulho num abismo de saudade.
Há um nevoeiro de nostalgia em meu redor,
Uma sensação que já conheço tão bem de cor.
Então, tento fugir para longe de mim,
Transpondo as barreiras do passado,
Fazendo as pazes com o presente
E vivê-lo em silêncio,
Abafando assim, essas memórias!
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