Ai,
Vestida de negro
Chegou a minha memória.
De cara destapada.
E sem medo,
Contou-me uma história.
Ai,
História tão triste
E cheia de mistérios.
Trouxe com ela,
O que já não existe.
E sem escrúpulos,
Impôs-me os seus critérios.
Ai,
Criatura malvada
Que gosta de fazer sofrer,
Chega de mansinho pela alvorada,
Deixando-me inquieta,
Aflita e capaz de morrer.
Ai,
Desespero profundo,
Afasta de mim esta memória.
Deixa-me enxergar um novo mundo,
Ser feliz e amar em glória,
Abraçar a vida
E vivê-la ao segundo...
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